Algoritmos sugerem, humanos decidem

Joaquim Jorge, professor do DEI e presidente da IEEE Computer Society, defende, em entrevista à RHmagazine, que a inteligência artificial (IA) deve apoiar, e não substituir, a decisão humana nas organizações.
Partindo da revisão do Artificial Intelligence Act da União Europeia, segundo a qual os sistemas de IA aplicados aos recursos humanos passam a exigir supervisão humana, transparência e responsabilidade, o investigador alerta para o risco de dependência excessiva de ferramentas generativas.
“Os algoritmos reconhecem padrões estatísticos; não compreendem o significado social nem o impacto moral das decisões que recomendam”, afirma Joaquim Jorge, defendendo um modelo híbrido em que os algoritmos estruturam informação, mas a decisão final permanece humana. Para o professor, automatizar o discernimento é abdicar da liderança.
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(imagem: Instituto Superior Técnico)
