10 perguntas a Rui Martins (Técnico Alumni)

A Técnico Alumni é uma plataforma que permite aos antigos estudantes do Instituto Superior Técnico reconectar, reviver e relembrar os seus tempos no Técnico através do acesso a uma rede de contactos com outros Alumni. É no contexto das atividades desta plataforma que surge a entrevista a Rui Martins, ex-aluno do DEI, que hoje republicamos na íntegra.
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Rui Martins de Almeida é um líder empreendedor com mais de 25 anos de experiência em engenharia informática e transformação digital. Licenciado e Mestre pelo Instituto Superior Técnico (IST), fundou a Maeil Consultores em 1999, focada no software para o setor marítimo. Em 2010, criou a Sevways (Portugal e Angola), uma empresa especializada em sistemas ERP e soluções industriais, onde é Founding Executive Director. Mais recentemente, em 2022, cofundou a Stonify, uma startup de plataforma digital para o setor da pedra natural baseada em Inteligência Artificial, assumindo o cargo de COO.
Com um foco na digitalização de setores industriais tradicionais, a sua vasta experiência reside na integração de tecnologias emergentes, como IA, IoT industrial e computação na nuvem, para criar sistemas inovadores e eficientes. Além da sua atividade empresarial, Rui Martins de Almeida colabora ativamente com instituições académicas, como o Politécnico de Santarém, promovendo a ponte crucial entre a investigação tecnológica e a inovação empresarial.
- Porquê o Técnico?
Desde muito cedo via o Técnico como o epicentro da engenharia e da inovação em Portugal. Era o lugar onde se formavam os profissionais que mudavam o país, e quis fazer parte dessa cultura de excelência.
- Como foi estudar no Técnico?
Foi exigente, mas transformador. Aprendi a pensar de forma estruturada, a resolver problemas complexos e, acima de tudo, a nunca desistir. O ambiente colaborativo entre colegas e a qualidade dos docentes foram determinantes.
- O que mais levou dos tempos do Técnico?
O rigor analítico e a capacidade de adaptação — duas competências que me acompanharam ao longo de toda a carreira. E, claro, as amizades que ainda hoje mantenho.
- Qual foi a melhor parte do curso? E a mais desafiante?
A melhor parte foi perceber, ao longo dos anos, como o que aprendíamos podia ser aplicado à realidade empresarial. O mais desafiante foi conciliar a intensidade das cadeiras com a vontade de empreender ainda enquanto estudante.
- Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?
Comecei logo após a licenciatura, criando a minha primeira empresa. Sempre acreditei que a melhor forma de aprender é fazer — por isso mergulhei no mundo empresarial desde o primeiro dia.
- Fale-nos sobre o trabalho que está a desenvolver atualmente.
Na Stonify, estamos a integrar inteligência artificial nos sistemas de gestão e produção industrial da Indústria de Transformação de Pedra Natural, transformando dados em decisões em tempo real. Continuo também envolvido em projetos de ensino e formação, ligando o mundo académico às empresas.
- Quais têm sido os grandes desafios da sua carreira?
Adaptar-me à velocidade da mudança tecnológica e gerir equipas em contextos multiculturais, sobretudo entre Portugal e Angola, têm sido desafios constantes e enriquecedores.
- Quais são os seus planos para o futuro?
Expandir a Stonify e consolidar um ecossistema de inovação que ligue universidades, empresas e startups através de programas de IA aplicada.
- O que o faz ter orgulho em ser alumnus do Técnico?
Saber que faço parte de uma comunidade que continua a liderar a transformação tecnológica e científica do país, com impacto real nas pessoas e nas empresas.
- De que mais se orgulha na sua vida?
De ter transformado ideias em projetos sustentáveis, criando emprego e oportunidade — e de, através disso, inspirar jovens engenheiros a seguir o mesmo caminho.
(imagem original: Rui Martins)
