10 perguntas a Ricardo Martins (Técnico Alumni)

A Técnico Alumni é uma plataforma que permite aos antigos estudantes do Instituto Superior Técnico reconectar, reviver e relembrar os seus tempos no Técnico através do acesso a uma rede de contactos com outros Alumni. É no contexto das atividades desta plataforma que surge a entrevista a Ricardo Martins, ex-aluno do DEI, que hoje republicamos na íntegra.

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Ricardo Martins é engenheiro informático formado pela Faculdade de Ciências e Tecnologias (Universidade Nova de Lisboa) e pelo Instituto Superior Técnico, onde aliou o rigor académico ao espírito empreendedor. Com uma tese defendida no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC) em 2016, consolidou no Técnico um modus operandi focado na eficácia e na resolução de problemas complexos, valorizando tanto a exigência técnica como a rede de contactos criada.

O seu percurso inclui uma passagem marcante pela Marinha Portuguesa, inclusive num ambiente da NATO, experiência que fundamentou a sua especialização em administração de sistemas. Atualmente, reside em Madrid e atua como Reliability Engineer na Roche Pharma, tendo trocado a zona de conforto em Lisboa pelo desafio internacional de garantir a fiabilidade de plataformas críticas num gigante farmacêutico.

Movido pela curiosidade e pela adaptação constante às novas tecnologias, como a IA, Ricardo planeia evoluir da execução técnica para a liderança estratégica. Define-se pela autossuficiência e pragmatismo, personificando o perfil de alumnus do Técnico: um profissional focado, inovador e destemido perante o desconhecido.

  • Porquê o Técnico?

Quando acabei a licenciatura na FCT-UNL, havia 2 opções para mestrado cujo plano curricular ia ao encontro das minhas expectativas. Então decidi mudar de ares, e tentar a minha sorte no Técnico, de forma a juntar o melhor dos dois mundos e ser formado em duas das melhores faculdades do país em Engenharia Informática.

  • Pode falar-nos um pouco dos seus estudos no Técnico?

Foi diferente do que estava habituado e, talvez por já ter passado por uma licenciatura desafiante, encarei o mestrado com outros olhos. Achei que o curso estava bem organizado, os professores eram diferentes, assim bem como os métodos de ensino, plataformas, etc. Foi redescobrir um mundo e ficar surpreendido, pela positiva.

  • O que mais leva dos seus tempos de Técnico, nas aulas ou fora delas?

Posso dizer que levo um pouco de tudo: as amizades, novos modos de pensar e de abordar problemas, a oportunidade de ter feito a tese de mestrado no INESC com o professor José Luís Brinquete Borbinha e, inclusive, várias ferramentas essenciais para o meu futuro profissional.

  • Qual é o seu lugar preferido no Técnico e porquê?

O terraço das torres. Sempre gostei de tirar fotografias, de forma amadora, e gostava de ir aos sítios altos, para ver as vistas e tirar fotografias. Não sei se ainda há, mas haviam algumas visitias ao topo das torres, em dias de primavera/verão. Eu aproveitava, e fui mais do que uma vez, em busca da fotografia perfeita bem do alto das torres.

  • Pode falar-nos um pouco sobre o início do seu percurso profissional?

Quando acabei a licenciatura em 2013, fiz um estágio profissional no âmbito do plano curricular da licenciatura, que marcou, tecnicamente, o início da minha atividade profissional na área. Se bem que só em 2016, após a apresentação da dissertação, é que considero que começou a minha carreira profissional. Apresentei a tese de mestrado em junho de 2016 e, no fim de agosto, já estava a trabalhar, numa consultora, na KCS IT Project Management.

Foi uma aventura fugaz de um ano e, como a vida de consultor não era para mim, depressa entrei na Xpand IT. Depois, para cumprir um sonho antigo de servir o país, entrei para a Marinha Portuguesa. Aí estive no Instituto Hidrográfico como militar e Técnico Superior Naval e iniciei-me na área de administração de sistemas. Foi um sítio onde aprendi muito, ao trabalhar com datacenters e inclusive ao servir num centro da NATO, criando as bases para poder seguir nesta área.

  • Fale-nos um pouco sobre o trabalho que está a desenvolver atualmente.

Atualmente sou Reliability Engineer, ou traduzido à letra, Engenheiro de Fiabilidade, numa farmacêutica com grande dimensão, a Roche, na parte de Pharma, em Madrid. Estou inserido numa equipa que dá suporte às aplicações mais críticas do negócio, garantindo que têm tudo para funcionar correctamente, antes dos problemas acontecerem.

  • Atualmente, como é um dia típico para si?

Manter o exercício físico regular, essencial para começar bem o dia, e principalmente decidir se remoto ou presencial, uma grande vantagem. Algumas reuniões com colegas de equipa e, quase sempre, aprender algo novo ou ficar a par de uma novidade tecnológica que vai entrar em funcionamento na empresa, tal como a substituição de certas plataformas por outras mais eficazes para gerir, por exemplo, actualização de sistemas.

  • Quais são os seus planos para o futuro?

Sempre gostei de ter a mão na massa, mas eventualmente vou querer evoluir para algo mais abstracto, que defina a direção em vez de executá-la em primeira mão. Não é algo que se consiga do dia para a noite, mas acredito que de dia para dia, no caminho certo, fique mais perto.

  • Que conselhos daria aos estudantes atuais?

Aproveitar ao máximo a faculdade, porque, para mim, foram alguns dos melhores anos que tive e, principalmente, experimentar, descobrir e criar, na medida do possível.

  • Tem uma citação ou frase favorita?

"Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes".

(imagem original: Ricardo Martins)

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